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Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2026
POR: Equipe Valle
Mãe presa, condenada por matar o filho de 2 anos em Goiás, estava foragida e está grávida de 8 meses
Policia

Segundo a Polícia Civil do DF, ela confessou em 2017 que matou o menino por ele se parecer com o pai. Tinha fugido de Goiás depois de ganhar a progressão de regime.

 

Uma mulher de 35 anos, condenada a 26 anos de prisão por matar o próprio filho de 2 anos em Iporá (GO), em 2017, foi presa na quarta-feira (28) em Brazlândia, no Distrito Federal. A mãe, presa em Brazlândia estava foragida desde 2025, quando recebeu a progressão de regime e deixou Goiás, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ela está grávida de oito meses.

 

A prisão foi feita por agentes da 35.ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho 2, depois de denúncias sobre o paradeiro da condenada e do monitoramento do endereço onde ela se escondia. A mulher foi levada à delegacia e depois à carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos, onde fica à disposição da Justiça. Ela deve ser mandada de volta a Goiás para cumprir a pena. O nome dela não foi divulgado.

 

O crime de 2017 em Iporá

Segundo a PCDF, a mulher confessou, em interrogatório feito em Goiás na época, que matou o menino porque ele se parecia fisicamente com o pai, o ex-marido dela. De acordo com os registros policiais, ela jogou álcool sobre a criança e atéou fogo. O menino morreu.

 

A Justiça goiana condenou a mulher a 26 anos de reclusão. As reportagens sobre a prisão não detalham o tribunal, a data da sentença nem as qualificadoras do homicídio. Iporá fica no oeste de Goiás.

 

Como a mãe presa em Brazlândia fugiu

Em 2025, a condenada obteve a progressão de regime, o benefício que permite ao preso passar para um regime menos rigoroso depois de cumprir parte da pena e ter bom comportamento. Depois disso, segundo a polícia, ela fugiu de Goiás para o Distrito Federal, o que levou a Justiça goiana a expedir um novo mandado de prisão.

 

A Lei de Execução Penal trata a fuga como falta grave. Com ela, o preso pode perder o regime que conquistou e voltar para um mais rigoroso, a chamada regressão de regime. O juiz da execução também pode rever benefícios e o cálculo do tempo que falta. O que acontece no caso dela será decidido pela Vara de Execução Penal em Goiás.

 

Presa grávida tem direito a acompanhamento

A mesma lei garante à mulher presa acompanhamento médico no pré-natal e no pós-parto, estendido ao recém-nascido. A PCDF não informou onde ela vai ficar até a transferência para Goiás.

 

O Código Penal prevê pena de 12 a 30 anos para o homicídio qualificado, como o cometido com uso de fogo ou por meio cruel. Quando a vítima tem menos de 14 anos, a lei aumenta a pena. O homicídio qualificado é crime hediondo, o que deixa a progressão de regime mais lenta do que nos crimes comuns.

 

Casos de violência contra crianças podem ser denunciados pelo Disque 100, de graça e sem identificação, ou à Polícia Militar, pelo 190, em emergência. O Conselho Tutelar de cada cidade também recebe denúncias.

 

Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a suspeita ou a confirmação de maus-tratos contra criança tem de ser comunicada ao Conselho Tutelar. Médicos, professores e responsáveis por creches e escolas que deixam de avisar podem ser punidos com multa. Vizinhos e parentes não têm essa obrigação legal, mas a denúncia pode ser feita sem que o nome de quem avisou apareça.

 

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