Terça-Feira, 04 de Agosto de 2026

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Terça-Feira, 04 de Agosto de 2026
POR: Equipe Valle
Condenado a 54 anos por propina, coronel da Polícia Militar que estava foragido é preso por policiais da CPE
Policia

Francisco Eronildo Feitosa foi condenado a 54 anos de prisão por cobrança de propina em 2021 e estava foragido desde então

 

O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Francisco Eronildo Feitosa, foi preso, nesta segunda-feira (3/8), em chácara localizada no Entorno do Distrito Federal. O militar foi condenado a 54 anos de prisão por cobrança de propina em 2023 e estava foragido desde então.

 

A prisão foi feita pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas. Segundo a corporação, Feitosa foi detido em propriedade situada entre os municípios goianos de Girassol e Águas Lindas.

 

O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, foi preso após ficar foragido por cerca de 3 anos. O militar foi detido por agentes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas em uma propriedade rural estratégica entre o município e Girassol, no Entorno do DF, nesta segunda-feira (3).

 

Com o oficial reformado, a polícia encontrou três armas, sendo um revólver e duas espingardas, que estavam equipadas com luneta e silenciador.

 

Feitosa foi solto em 25 de janeiro de 2018 e se aposentou da função por decisão da PMDF. 

 

Condenação

Em 2021, Feitosa foi condenado pelos crimes de concussão e associação criminosa, com pena de 73 anos. No entanto, em 2023, a Justiça do DF diminuiu o cumprimento da pena para 54 anos.

 

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a partir de investigação da 2ª Promotoria de Justiça Militar e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

Conforme informações do Portal da Transparência do Distrito Federal, desde a condenação em definitivo a 54 anos de prisão por cobrança de propina, Francisco acumulou pelo menos R$ 847,9 mil em remunerações líquidas. Levantamento do Metrópoles revela que mesmo a situação de foragido, não impediu o recebimento.

 

Segundo o Ministério Público, as investigações revelaram a existência de esquema criminoso de exigência de vantagem indevida no âmbito do Departamento de Logística e Finanças da PMDF.“Empresários que prestavam serviços de manutenção de viaturas à PMDF eram constrangidos a pagar propina para receber os valores devidos pelos serviços prestados”, denunciou o MPDFT em nota, à época.

 

O crime de concussão ocorre quando o agente público exige vantagem indevida no exercício do cargo. Pelas contas do MP, Feitosa praticou o ato 11 vezes.

 

Em 2026, o vencimento mensal do coronel era de aproximadamente R$ 25 mil e, somente até junho, ele recebeu cerca de R$ 150 mil. No ano anterior, foram pelo menos R$ 283 mil líquidos nos 12 meses, enquanto em 2024, pelo menos R$ 246 mil. No ano da condenação, foram R$ 153,9 mil recebidos a partir da data do edital condenatório.

 

Questionada formalmente sobre a legalidade e a manutenção dos pagamentos a um oficial condenado e na condição de foragido, a Polícia Militar do Distrito Federal disse que “aguarda a decisão definitiva do Tribunal de Justiça para adoção das demais providências administrativas cabíveis”.

 

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