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Terça-Feira, 21 de Julho de 2026
POR: Equipe Valle
Estudante de odontologia de 19 anos morre após complicações causadas por encefalite autoimune rara em Goiás
Luto

Universitária do Centro Universitário de Iporá estava internada há seis dias em uma UTI, em Aparecida de Goiânia; doença inflamatória rara afeta o cérebro e pode apresentar sintomas variados

 

A estudante de odontologia Geovana Beatriz Ferreira Galvão Silva, de 19 anos, morreu nesta terça-feira (21), após permanecer seis dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Mônica, em Aparecida de Goiânia. A jovem enfrentava um quadro de encefalite autoimune, doença inflamatória rara que acomete o cérebro e exige diagnóstico e tratamento especializados.

 

Acadêmica do Centro Universitário de Iporá, na região oeste de Goiás, Geovana teve a morte lamentada pela instituição de ensino, que divulgou uma nota de pesar manifestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas. A notícia também mobilizou a comunidade local e gerou inúmeras homenagens nas redes sociais.

 

Segundo familiares, a estudante era conhecida pela forte fé religiosa, pelo carisma e pela alegria com que conduzia a vida. Em entrevista, a mãe da jovem, Hellen Galvão, destacou que esses serão os principais legados deixados pela filha.

 

Durante o período de internação, familiares, amigos e integrantes da Igreja Assembleia de Deus organizaram correntes de oração pela recuperação da universitária. Nas redes sociais, o grupo de jovens “Heróis de Cristo” compartilhou registros de Geovana cantando hinos religiosos, em demonstrações de apoio e esperança ao longo do tratamento.

 

Doença rara exige diagnóstico especializado

A encefalite autoimune é uma doença caracterizada pela inflamação do cérebro provocada por uma resposta inadequada do próprio sistema imunológico. A condição pode comprometer diferentes funções neurológicas, principalmente a memória de curto prazo, além de provocar crises convulsivas, alterações comportamentais, sintomas psiquiátricos e outras manifestações clínicas que variam conforme cada paciente.

 

Especialistas apontam que o diagnóstico costuma representar um desafio devido à diversidade de sintomas, que frequentemente se assemelham aos de outras doenças neurológicas e psiquiátricas. O tratamento depende da identificação precoce do quadro e do controle da resposta imunológica, buscando reduzir a inflamação cerebral e preservar as funções neurológicas.

 

Comunidade presta homenagens

Após a confirmação da morte, mensagens de solidariedade foram publicadas por colegas de faculdade, amigos, familiares e integrantes da comunidade religiosa da jovem. Nas homenagens, Geovana foi lembrada pelo sorriso, pela dedicação aos estudos, pela simplicidade e pela forma acolhedora com que se relacionava com as pessoas.

 

Em uma das manifestações compartilhadas nas redes sociais, amigos afirmaram que a estudante deixou exemplos de fé, esperança e amor ao próximo, ressaltando que sua trajetória continuará viva na memória daqueles que conviveram com ela.

 

Velório e sepultamento

O velório de Geovana Beatriz foi marcado para a noite desta terça-feira (21), na Igreja Assembleia de Deus, localizada na Avenida Rio Grande do Norte, em Iporá.

 

Conforme informado pela família, o sepultamento está previsto para a manhã desta quarta-feira (22). Em nota publicada nas redes sociais, os familiares agradeceram as demonstrações de apoio, as orações e as mensagens de conforto recebidas desde o início da internação da estudante.

 

A morte da jovem comoveu a comunidade acadêmica e moradores de Iporá, onde Geovana era conhecida por sua participação na igreja, dedicação aos estudos e pelos projetos que desenvolvia para sua formação profissional.

 

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