LutoUniversitária do Centro Universitário de Iporá estava internada há seis dias em uma UTI, em Aparecida de Goiânia; doença inflamatória rara afeta o cérebro e pode apresentar sintomas variados
A estudante de odontologia Geovana Beatriz Ferreira Galvão Silva, de 19 anos, morreu nesta terça-feira (21), após permanecer seis dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Mônica, em Aparecida de Goiânia. A jovem enfrentava um quadro de encefalite autoimune, doença inflamatória rara que acomete o cérebro e exige diagnóstico e tratamento especializados.
Acadêmica do Centro Universitário de Iporá, na região oeste de Goiás, Geovana teve a morte lamentada pela instituição de ensino, que divulgou uma nota de pesar manifestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas. A notícia também mobilizou a comunidade local e gerou inúmeras homenagens nas redes sociais.
Segundo familiares, a estudante era conhecida pela forte fé religiosa, pelo carisma e pela alegria com que conduzia a vida. Em entrevista, a mãe da jovem, Hellen Galvão, destacou que esses serão os principais legados deixados pela filha.
Durante o período de internação, familiares, amigos e integrantes da Igreja Assembleia de Deus organizaram correntes de oração pela recuperação da universitária. Nas redes sociais, o grupo de jovens “Heróis de Cristo” compartilhou registros de Geovana cantando hinos religiosos, em demonstrações de apoio e esperança ao longo do tratamento.
Doença rara exige diagnóstico especializado
A encefalite autoimune é uma doença caracterizada pela inflamação do cérebro provocada por uma resposta inadequada do próprio sistema imunológico. A condição pode comprometer diferentes funções neurológicas, principalmente a memória de curto prazo, além de provocar crises convulsivas, alterações comportamentais, sintomas psiquiátricos e outras manifestações clínicas que variam conforme cada paciente.
Especialistas apontam que o diagnóstico costuma representar um desafio devido à diversidade de sintomas, que frequentemente se assemelham aos de outras doenças neurológicas e psiquiátricas. O tratamento depende da identificação precoce do quadro e do controle da resposta imunológica, buscando reduzir a inflamação cerebral e preservar as funções neurológicas.
Comunidade presta homenagens
Após a confirmação da morte, mensagens de solidariedade foram publicadas por colegas de faculdade, amigos, familiares e integrantes da comunidade religiosa da jovem. Nas homenagens, Geovana foi lembrada pelo sorriso, pela dedicação aos estudos, pela simplicidade e pela forma acolhedora com que se relacionava com as pessoas.
Em uma das manifestações compartilhadas nas redes sociais, amigos afirmaram que a estudante deixou exemplos de fé, esperança e amor ao próximo, ressaltando que sua trajetória continuará viva na memória daqueles que conviveram com ela.
Velório e sepultamento
O velório de Geovana Beatriz foi marcado para a noite desta terça-feira (21), na Igreja Assembleia de Deus, localizada na Avenida Rio Grande do Norte, em Iporá.
Conforme informado pela família, o sepultamento está previsto para a manhã desta quarta-feira (22). Em nota publicada nas redes sociais, os familiares agradeceram as demonstrações de apoio, as orações e as mensagens de conforto recebidas desde o início da internação da estudante.
A morte da jovem comoveu a comunidade acadêmica e moradores de Iporá, onde Geovana era conhecida por sua participação na igreja, dedicação aos estudos e pelos projetos que desenvolvia para sua formação profissional.
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