PolíticaO advogado, jornalista e defensor dos direitos humanos Jales Java dos Santos Lacerda (PT) é pré-candidato a deputado federal por Goiás. Publicamente conhecido por defender pessoas mais humildes e representante dos direitos humanos.
De acordo com Dr. Java, os Direitos Humanos são o alicerce de qualquer sociedade democrática e justa. Ele assegura que todas as pessoas, independentemente de origem, gênero, raça, religião ou condição social, tenham garantidos seus direitos fundamentais à dignidade, à liberdade e à igualdade.
Dentro desse cenário, o advogado Dr. Java, especialista em Direitos Humanos, atua como um verdadeiro guardião desses princípios, garantindo que sejam respeitados e aplicados em todas as esferas da vida social.
Dr. Java relata ainda a importância histórica e contemporânea dos Direitos Humanos no Brasil e no mundo.
Pelo trabalho que tem feito em defesa das pessoas mais humildes, ele demonstrou interesse em disputar mandato parlamentar há alguns meses, quando começou a participar de reuniões para definição da legenda.
Ao Valle Noticias, ele afirmou que se interessou pelo assunto político desde a infância. “Sempre fui interessado pela política, desde criança. Adorava ir a comícios, eu sempre gostei. Achava que a figura do político já tinha por si uma importância. Na medida em que fui crescendo e comecei a atuar no jornalismo, percebi que a grande força transformadora da sociedade muitas vezes passa pela política. Ela tem o poder de construir ações públicas que possam beneficiar as pessoas, principalmente as mais vulneráveis”.
Após esse período, já na vida profissional, Java amadureceu a ideia e decidiu oficializar a intenção de prosseguir o projeto. “No fim de 2024, quando comecei a fazer uma reflexão pessoal daquilo a que queria dedicar. Por tudo que vi acontecer na cidade de Ceres e região, quando passei a defender presos na unidade prisional de Ceres, que haviam passado por vários tipos de torturas, tentativa de homicídio, abuso de autoridade e outros crimes de brutais violações aos direitos humanos.
De acordo com as denúncias narradas com riqueza de detalhes por reeducandos e seus familiares, as torturas dentro da unidade – cada qual com um nome específico – foram praticadas durante o período em que ficou sob a coordenação de ex-diretores, ex-supervisores e agentes prisionais no período de 2013 até meados de 2019.
Uma delas é a “mão de vaca”, que consistia em pegar a mão do detento, dobrando-a para dentro, forçando a articulação do pulso, causando dor intensa. Este método quase nunca era utilizado isoladamente. De acordo com os relatos, sempre era com o preso algemado e com a presença de quatro ou mais agentes prisionais, inclusive diante do ex-diretor e do ex-supervisor.
Na técnica “escorpião”, o preso era algemado com as mãos para trás e os pés introduzidos no espaço entre os braços, fazendo com o que o torturado sofra intensa dor física. Um ex-reeducando relata que sofreu essa tortura e no mesmo dia, presenciou outro reeducando sendo torturado com essa técnica, o qual ficou na “posição de escorpião” por mais de uma hora, sentindo fortes dores.
De acordo com a denúncia, em outra técnica de tortura usada pelos agentes, a “asfixia”, uma sacola plástica era colocada na cabeça do reeducando, deixando-o asfixiado, impossibilitado de respirar, enquanto era espancado com socos e chutes na altura das costelas e dos rins. Em um dos relatos foi denunciado que o próprio diretor chegou a aplicar esse tipo de tortura.
Entre outros tipos de torturas, foram relatados também o “apagão” ou “sossega leão”, usado para sufocar o reeducando pelo pescoço até desmaiar e, em seguida, jogando água gelada na cabeça para acordá-lo novamente. A “palmatória”, uma tábua de madeira pesada utilizada em conjunto com outras formas de tortura com o objetivo de aumentar o sofrimento do reeducando, era utilizada para agredir os presos eram agredidos em várias partes do corpo, principalmente na palma das mãos e na planta dos pés, causando dores insuportáveis.
Em meio à série de relatos está também o de Josenaldo Vilela Araújo, que, segundo ele, por estar passando mal e insistir em pedir atendimento médico, o agente prisional Leonardo Marques Farias mirou com uma espingarda calibre 12 na região dos seus órgãos genitais e efetuou um disparo. Ferido e com intenso sangramento, ele alega que somente após duas horas foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ceres, onde fizeram somente um curativo e em seguida foi levado novamente para a unidade prisional. Após quatro dias, ele foi levado para o hospital, onde passou por cirurgia. Por fim, ele alega que ainda ficou por trinta dias dentro de uma cela denominada latão, sem colchão, deitado no chão e sem atendimento médico, sentindo dores insuportáveis.
Sem mencionar nomes, Java afirmou que vai fazer dobradinha com pré-candidatos a deputado estadual que estejam alinhados com as propostas eleitorais. Ele aponta que a Região do Vale do São Patrício e Médio Norte Goiano, “Nós mapeamos o Estado em algumas regiões e firmamos parceria com pré-candidatos que de fato serão eleitos e estejam de acordo com as minhas pautas. Na cidade de Ceres, Rialma e todas as cidades do Vale do São Patrício e médio norte goiano, onde meu trabalho é mais conhecido. Vejo muitas necessidades de um deputado federal que trabalha em defesa dos direitos humanos em Goiás. Não temos visto pessoas com coragem para defender os direitos das pessoas mais humildes nessa região.
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