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Segunda-Feira, 16 de Dezembro de 2019
POR: Equipe Valle
Jornalismo investigativo: o fato por trás das notícias
Policia

Em toda sociedade, em qualquer época, existem assuntos cuja divulgação requer mais do que notas informativas ou notícias imediatas. São temas que exigem aprofundamento, meticulosidade e precisão. É aí que entra em cena o jornalismo investigativo.

 

Jornalismo Investigativo – O fato por trás da notícia traça um modelo de jornalismo investigativo brasileiro, tendo por base as rotinas produtivas de repórteres dos principais veículos de mídia impressa. Desenvolve os conceitos da área quanto ao conteúdo de reportagem, métodos de trabalho e técnicas de apuração de informações. Analisa a importância do contexto empresarial para uma reportagem e as balizas éticas que norteiam o profissional. Também avalia a função desse jornalismo na sociedade brasileira, quer para denunciar problemas, quer como fiscalizador dos setores públicos.

 

Trata-se de uma obra fundamental para os profissionais de comunicação. Mas também de extremo interesse para o leitor habitual de jornais, uma vez que relata curiosidades e detalhes na elaboração de matérias que surpreenderam o grande público e analisa o papel do jornalismo investigativo como fiscalizador dos setores público e privado, denunciando mazelas que afligem nossa sociedade.

 

Jornalismo investigativo (ou de investigação) refere-se à prática de reportagem especializada em desvendar mistérios e fatos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes  e casos de corrupção, que podem eventualmente virar notícia. Em muitos casos, os jornalistas investigativos são questionados sobre os métodos utilizados na prática profissional. Um exemplo é o uso de câmera oculta, embora na Europa e noBrasil e seja uma prática assegurada por lei.[1]

 

A história do jornalismo investigativo é marcada por conflitos politicos e perigosos.[2] O jornalismo investigativo é conhecido, especialmente, por desvendar atos ilicitos,  divulgar informações que poderes públicos pretendem esconder, mostrar como funcionam esses órgãos e relatar aos eleitores sobre o desempenho dos políticos.[3]

 

O Código de Ética dos Jornalistas assegura o direito ao profissional de divulgar qualquer informação que seja de interesse público.[4] No entanto, há conflito quando se restringe a divulgação da imagem (rosto) de qualquer pessoa envolvida na investigação, tendo sido utilizado contra os jornalistas em processo judiciais,  no Brasil tendo sido de entendimento do Superior Tribunal de Justiça  em um caso específico, de que a liberdade de imprensa não é um direito absoluto.[5]

 

Um dos marcos do jornalismo Investigativo é o Caso Watergate,  quando dois repórteres do jornal The Washiton Post foram incansáveis em uma investigação que retirou do poder o ex-presidente dos Estados Unidos, Richad Nixon.[6]

 

O jargão jornalístico para notícias publicadas em primeira mão é "furo", que é muitas vezes fruto do trabalho do jornalismo investigativo.[7 ] Alberto Dines, comentando sobre a imprensa, declarou que "Todo jornalismo é investigativo, ou não é jornalismo. Donde se conclui que o que lemos, ouvimos e vemos todos os dias na imprensa não é jornalismo."[8]