Intervenção Militar Um levantamento online realizado pelo Paraná Pesquisas apontou que 43% dos 2.540 entrevistados apoiam uma intervenção militar temporária no Brasil.
O questionário foi aplicado entre 25 e 28 de setembro, poucos dias depois do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, admitir a possibilidade de intervenção militar se houver no país “eminência de caos”.
No programa Conversa com Bial do último dia 20, o general Villas Bôas declarou que o artigo 142 da Constituição outorga que as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem. Afirmou ainda que a intervenção militar pode acontecer por iniciativa de um dos Poderes ou até por conta própria.
Com isso, o comandante do Exército respondeu à declaração do também general Antonio Hamilton Mourão. Isso porque o oficial defendeu publicamente a intervenção militar caso o Judiciário não resolva o problema da corrupção.
Pesquisa
Apesar de 43% apoiar a intervenção militar, a proporção dos que são contra ainda é maior, de 51%. Outros 5,3% não sabiam ou não quiseram opinar.
Entre os homens, 43% seriam a favor de uma intervenção, e 52,6% seriam contra. Em relação as mulheres, são 41% a favor e 52% contra, mas com mais proporção entre quem não sabia ou não quis opinar.
O apoio à intervenção militar é maior entre jovens, de 16 a 24 anos (o índice de favoráveis nessa faixa foi de 46%), e menor entre idosos de mais de 60, que viveram o período (só 37% dos entrevistados apoiariam a intervenção e 56% são contra).
A defesa também diminui conforme aumenta a escolaridade: entre os que têm até o ensino fundamental completo, 44% foram a favor de uma intervenção; para quem tem ensino superior, essa proporção cai para 38,9%.
No recorte por região, o apoio a uma intervenção militar temporária foi maior no Norte e no Centro-Oeste, de 44,8%, e menor na região Sul, com 41% dos entrevistados a favor. Os resultados têm uma margem de erro estimada de 2%.






