Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018

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Sexta-Feira, 12 de Janeiro de 2018
POR: Equipe Valle
MPF pede a prisão de quatro envolvidos em esquema de corrupção na Saneago
MINISTÉRIO PUBLICO

Em nova denúncia da Operação Decantação, que investiga esquemas de corrupção na estatal goiana Saneago, o Ministério Público Federal (MPF-GO) aponta envolvimento de 38 pessoas e pede a prisão preventiva de quatro: o ex-presidente da estatal José Taveira, hoje no comando da Fundação de Previdência Complementar do Estado de Goiás (Prevcom-GO); os ex-diretores Robson Salazar e Mauro Henrique Barbosa; e o empresário Carlos Eduardo Pereira da Costa da empresa Sanefer Construções.

 

Em dezembro de 2016, o processo da operação foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) por decisão judicial porque o deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB), que tem foro privilegiado, aparecia em uma das ligações interceptadas.

 

O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, determinou o desmembramento e coube ao MPF em Goiás apurar apenas o envolvimento dos demais nomes. A citação ao deputado Vecci foi para a Procuradoria da República e fatos relacionados ao governador Marconi Perillo (PSDB) foram encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Com novos elementos a partir da análise de material apreendido nos mandados de busca, o procurador Mário Lúcio de Avelar ofereceu nova denúncia e protocolou os pedidos de prisão. O processo chegou à Justiça Federal no dia 13 de dezembro, mas ainda não houve decisão.

 

Os quatro alvos de pedido de prisão são denunciados por crimes praticados contra a administração pública, organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. A denúncia diz que o esquema favorecia empresários, empregados públicos e políticos. “Particularmente estes últimos se valeram dos recursos desviados da estatal para a promoção do pagamento de dívidas de campanha, para financiar partidos políticos, despesas de cunho eleitoral, além de evidentemente promover o enriquecimento ilícito”, diz o documento do MPF.

 

Taveira e Robson, assim como o ex-diretor de Expansão da Saneago e ex-deputado estadual Afrêni Gonçalves, então presidente do PSDB goiano, e Carlos Eduardo haviam sido presos na deflagração da operação, em agosto de 2016. No caso dos três primeiros, a Justiça não acatou o pedido de prorrogação da prisão e eles saíram após cinco dias. Carlos Eduardo permaneceu por mais tempo.

 

Com base nas interceptações telefônicas, documentos apreendidos e mensagens de WhatsApp, o MPF aponta “provas da existência de esquemas de pagamentos de propinas, inclusive existência de mesadas”.

 

Segundo a denúncia, empresas de engenharia, mediante ajuste prévio, frustravam licitações para a contratação de obras de saneamento entre 2012 e 2013, “tendo ficado evidente a participação da empresa Sanefer Construções e Empreendimentos”.

 

O documento também diz que, para permitir o funcionamento do cartel, a fraude às licitações e contratação em valores superfaturados, os servidores da Saneago recebiam propina.

 

Da Redação com O Popular