Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018

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Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018
POR: Equipe Valle
Funcionários públicos são indiciados por fraude na saúde de Inhumas
Policia

Sete pessoas, sendo cinco funcionários públicos e dois empresários, foram indiciados pela Polícia Civil de Inumas, por fraudes licitatórias na Secretaria Municipal de Saúde. Um dos indiciados é o ex-secretário da pasta até 2016, Carlos André Vila Verde Álvares da Silva.

Segundo as investigações, presididas pelo delegado de polícia Humberto Teófilo, há indícios fortes de que, no ano de 2016, houve fraude em duas licitações para aquisição de equipamentos médicos e odontológicos que beneficiaram o empresário Marcos Antônio de Paula. Em uma das licitações houve também o desvio de R$ 25 mil dos cofres públicos.

O delegado explicou que os funcionários da secretaria, incluindo Carlos André, cometeram tos ilícitos para que a empresa de Marcos Antônio ganhasse as licitações. “Os envolvidos falsificavam assinaturas e chegaram até mesmo a criar uma empresa fantasma para concorrer com a do empresário”, conta Humberto.

Humberto ainda representou pela prisão preventiva do ex-secretário, justificando a importância do cargo exercido na ocasião. De acordo com o delegado, Carlos André, por sua influência e hierarquia, utilizou a função que exercia em benefício próprio. Contudo, segundo o delegado, o que a PC fez foi apenas solicitar a prisão.

Segundo a Polícia, além do ex-secretário Carlos André Vila Verde Álvares da Silva e do empresário Marcos Antônio de Paula, estão entre os indiciados o presidente da comissão de licitação, Rogério Sousa Silva e o servidor Rodolfo de Moraes Duarte Neto. Os demais envolvidos são dois membros da comissão e outro empresário, que, de acordo com Humberto, tiveram participação de menor importância no esquema.

O delegado esclareceu que o inquérito finalizado pela Polícia Civil vai ser encaminhado ao Ministério Público, que vai decidir os rumos da investigação. Os indiciados respondem por peculato e fraude em licitações, sendo que esse não é a primeira passagem de Carlos André pela justiça por crimes contra a administração pública.