Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018

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Domingo, 07 de Janeiro de 2018
POR: Equipe Valle
Morto ao telefone, jovem de Rubiataba gravou som do disparo que tirou sua vida
Policia

Na noite de sábado (6), um crime ainda sem explicação chocou a vizinhança do Conjunto Riviera em Goiânia. Por volta das 18h, o empresário Roberto César, mais conhecido como Betinho, recebeu mais de sete disparos de arma de fogo na porta de sua residência.

 

No momento do crime, ele utilizava o celular para gravar um áudio para uma amiga, o qual registrou o som do primeiro tiro. A vítima tinha 35 anos de idade. As informações são da Polícia Civil.

 

De acordo com o delegado Ernane Cazer, que atendeu a ocorrência, a vítima estava na calçada de sua casa falando ao telefone no momento do crime. “Ouvimos relatos de que um carro de cor branca ou preta se aproximou, o motorista efetuou mais de sete disparos e fugiu na sequência. Até o momento, não temos nenhuma linha investigativa. Ouvimos alguns boatos, que não serão divulgados para não comprometerem as buscas pelo criminoso”.

 

Ainda segundo Cazer, a vítima não tinha ligação com o mundo do crime. “Não tinha passagem e, de acordo com os relatos que ouvimos, era um trabalhador sem conexão com a criminalidade”. Os projéteis recolhidos pela polícia estavam muito danificados e precisarão passar por perícia, a qual deve revelar o tipo e o calibre.

 

O velório ocorreu no cemitério Jardim das Palmeiras e, neste instante, familiares e amigos seguem para o enterro, que será realizado no Cemitério Santana.

 

Em choque

Amigos próximos de Betinho, que não quiseram se identificar, falaram sobre o crime com exclusividade ao MAIS GOIÁS. “Era uma pessoa maravilhosa, não tinha intrigas com ninguém. Estão todos chocados. Ninguém sabe o motivo. A família, principalmente, está muito abatida”, ressaltou.

 

Outro amigo revela que a vítima era organizadora de blocos de carnaval em Rubiataba e estava em Goiânia para atender clientes de sua empresa de camisetas, copos e brindes personalizados. “Era muito amigo dele, atuávamos juntos há mais de 10 anos no carnaval de Rubiataba.

 

Ele  estava aqui mexendo com camisetas para a festa. Essa época era a que ele mais vendia. Era uma pessoa honesta, nunca ouvi uma reclamação sobre ele. Não tinha rixas, não recebia ameaças, não tinha passagem pela polícia. Nada que o desabone; ele era muito querido”, sublinhou.