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Segunda-Feira, 04 de Dezembro de 2017
POR: Equipe Valle
Policial acusado de matar jovem com tiro durante show na pecuária enfrenta júri popular
Policia

O policial civil Levy Moura de Sousa enfrenta o júri popular nesta segunda-feira (4) pela morte do jovem Luan Vitor de Oliveira Souza, de 20 anos, em Goiânia. O crime aconteceu há quatro anos durante um show do cantor Lucas Lucco, na Exposição Agropecuária de Goiás. O réu responde pelo homicídio em liberdade.

 

A sessão começou às 8h30, no Fórum do Setor Oeste. O juiz Lourival Machado da Costa preside o júri. Pai de Luan Vitor, o comerciante Carlos José Souza, de 50 anos, afirmou que toda a família assistirá ao julgamento. Ele espera que o policial seja punido.

“A gente espera justiça. Tenho fé em Deus que ele pagará pelo que fez, não pagou por nada ainda”, disse ao G1.

Segundo o comerciante, o filho sempre ajudava na loja da família e, na época, também trabalhava de atendente em uma lanchonete. Carlos José lamenta a ausência do filho e diz que a saudade é grande.

“A gente mora na mesma casa, sempre tem as lembranças, não tem jeito de fugir disso. Tudo lembra dele.

Crime

Luan morreu no dia 18 de maio de 2013, durante o show do sertanejo. Imagens gravadas por um cinegrafista amador, que não quis se identificar, registraram o crime. 

No vídeo, três pessoas aparecem brigando no meio da arena do Parque de Exposições. Segundo Levy relatou à polícia, ele e o filho tentavam imobilizar um homem, apontado como amigo de Luan, que teria roubado a câmera fotográfica da namorada do policial.

A vítima só aparece nas imagens pouco antes de ser atingida por um tiro no peito. O jovem chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

 

Denúncia

 

Ainda em 2013, no dia 10 de junho, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou o policial por homicídio duplamente qualificado. Para o promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos, a vítima não participava da briga que resultou no crime, o que caracteriza a motivação fútil. Ele também argumentou que o tiro surpreendeu Luan, o que dificultou a defesa da vítima.

Ainda de acordo com a denúncia, Luan estava a aproximadamente 15 metros do local onde começou a confusão, mas aproximou-se, apenas por curiosidade, para ver o que estava acontecendo.

 

Defesa

Em entrevista à TV Anhanguera no dia 28 de maio de 2013, Levy afirmou que não tinha intenção de atirar em ninguém ao sair de casa armado. Ele argumentou que agiu em legítima defesa. "Tenho em mente que não sou um criminoso", ressaltou.

 

O policial reforçou a versão de que agiu para se defender de ladrões que teriam acabado de roubar a câmera fotográfica da namorada dele. Ele afirmou que queria proteger sua família, mas que não pretendia atirar.

 

Na época, o advogado de Levy era Thales José Jayme. O G1 tentou contato com o representante do réu, por telefone, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.