Domingo, 17 de Dezembro de 2017

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Sexta-Feira, 11 de Agosto de 2017
POR: Equipe Valle
Homem e mulher são presos suspeitos de elo na morte de menina baleada em tiroteio; comparsa morre
Policia

Um homem de 23 anos e uma jovem, de 19, foram presos suspeito de envolvimento na morte da menina Júlia Martins Rodrigues, de 4 anos, no Setor Vera Cruz II, em Goiânia. Um comparsa da dupla, também de 23, tentou reagir a abordagem e morreu em confronto com os policias.

 

Júlia foi morta durante um tiroteio no dia 29 de julho. Ela foi atingida enquanto os criminosos procuravam por dois rivais, que também foram assassinados na ocasião. O pai de Júlia, Luiz Martins de Paiva, foi atingido no braço. Ele foi levado ao hospital, recebeu atendimento e foi liberado.

 

As prisões ocorreram na noite de quinta-feira (10), em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo o tenente Halisson Oliveira do Prado, da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), a corporação recebeu uma denúncia de que os suspeitos estariam no município.

 

"Chegamos até a casa onde eles estavam e quando fizemos o adentramento, eles fugiram pulando muros. Fizemos um cerco e um deles disparou contra os policiais, que revidaram e o atingiram. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos", afirmou.

 

Prado destacou ainda que, segundo os presos, a morte dos outros dois alvos que também tirou a vida de Júlia foi provocada por briga relacionada ao tráfico de drogas.

 

Outros dois envolvidos nos homicídios já tinham sido detidos. Uma jovem, de 24 anos, e um menor, de 17. A polícia ainda procura ao menos mais um suspeito de elo com o crime.

 

Acerto de contas

Segundo o major da Polícia Militar Daniel Pires Aleixo, comandante das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), quatro criminosos, entre eles um adolescente, foram até uma casa para um "acerto de contas".

 

No imóvel estavam três pessoas. Warley Cristofer Machado da Cruz foi morto no local. Uma adolescente conseguiu se esconder no banheiro da casa e não foi atingida.

 

Já Fabiano Rodrigues fugiu e entrou na casa do avô de Júlia, onde ele, a menina e o pai dela foram baleados. Fabiano foi socorrido e levado ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), onde morreu.

 

Pai tentou proteger filha

A família estava na casa do avô da menina há cerca de dois meses, enquanto a casa deles era reformada. Eles planejavam voltar para a casa em que moravam no dia do crime.

 

O pai de Júlia contou que tentou proteger a filha ao perceber os tiros na rua da casa onde mora. Ele acredita que a mesma bala que o atingiu no braço perfurou a cabeça da filha.

 

“Meu amigo [que estava no local na hora do crime] empurrou ela para dentro da sala. O [irmão dela] de 6 anos foi e escondeu atrás da geladeira. Ela voltou, que ela só tem 4 anos. Quando eu fui empurrar ela, eu senti a fisgada da bala entrando e saindo [do meu braço] e entrando no ouvidinho dela. Ela caiu junto comigo. A mesma bala que me atingiu matou minha filha. 

 

Durante o velório e enterro da filha, que ocorreram no domingo (30), ele também lembrou o momento logo após o tiro. “Quando ela caiu que eu vi aquela manchinha no ouvido, na hora eu pensei: ‘Matou minha filha’. Aí você não tem chão mais. [...] A gente só lembra das coisas boas, que ela nunca fez coisas ruins. Era muito querida”, afirmou.