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Quarta-Feira, 09 de Agosto de 2017
POR: Equipe Valle
Casal é preso suspeito de espancar grávida até a morte e atear fogo ao corpo, em Goiás
Policia

Um casal foi preso suspeito de espancar e matar uma grávida de 4 meses, além de atear fogo no corpo, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital.

 

“Segundo a Polícia civil, a alegação do borracheiro Weverson Batista de Aguiar, de 26 anos, e da mulher dele, a dona de casa Dejane Antunes Machado Pinheiro, 40, é que a vítima, Patrícia da Conceição, 23, teria feito fofoca” sobre a vida íntima dele e ainda relatada a traficantes da região que ele também estaria vendendo entorpecentes.

 

A investigação apontou que três adolescentes, sendo dois filhos da suspeita, de 12 e 16 anos, além de um garoto de 14, participaram do homicídio, mas estão em liberdade. A mulher foi espancada com golpes de martelo, paus e foi enforcada com fios elétricos.

 

Depois, o corpo foi levado em um carrinho de supermercado até um matagal, conforme mostra um vídeo obtido pela polícia (veja acima). Enquanto dois menores o conduzem, o suspeito passa de carro ao lado. Logo depois, o a vítima foi abandonada e parcialmente carbonizada.

Durante a apresentação à imprensa nesta quarta-feira (9), Dejane preferiu ficar em silêncio. Já Weverson confessou o crime, mas disse que agiu porque se sentiu intimidado.

 

"Fui ameaçado de morte por uma 'casinha' que ela estava fazendo, ai eu tive que me defender. Ela estava armando uma cilada para os traficantes me pegar, fui repreendido por um deles e tive que agir", afirmou.

 

Weverson também é suspeito da morte de outra jovem, em 29 de junho deste ano. Na ocasião, Karen Cristina de Godói Lopes também teve o corpo carbonizado. Em relação a este homicídio, ele se diz inocente.

 

Espancamento

O crime foi cometido no último dia 2 de junho. Segundo o delegado Rodrigo Pereira, o crime foi cometido no Setor Comendador Walmor, na residência do casal. Ele explica que, por conta das fofocas, o borracheiro decidiu que iria "dar uma lição" em Patrícia. Em uma armadilha, Dejane chamou a jovem para consumir drogas, pois ela também era usuária.

 

"A Patrícia estava sentada na sala. O Weverson usou crack e quando bateu o efeito ele deu um golpe de martelo na cabeça dela. Ele não desmaiou e ele pegou uma perna de pau e começou a dar pauladas nela. Com a vítima ainda resistente, ele passou a agredi-la com socos. Depois, ele a amarrou com fios elétricos e também a estrangulou com o mesmo material", disse.

 

O corpo foi encontrado por vizinhos na área da Serra das Areias, no mesmo dia do crime. O casal foi detido na última segunda-feira (7), na casa onde mora, no Setor Comendador Walmor, em um cumprimento a um mandado de prisão.

Menores

Pereira afirmou que, enquanto Patrícia era espancada, um dos filhos de Dejane, de 16 anos, ajudou a segurar as pernas da vítima para que ela fosse amarrada. Após a morte, o corpo foi coberto por uma capa de sofá para ser ocultado.

 

Para levar a vítima até o matagal, Weverson pediu ajuda do outro enteado, de 12 anos, além de um garoto, de 14, que trabalhava com ele na borracharia. Ambos levaram o corpo dentro de um carrinho de supermercado, obtido em um estabelecimento próximo à residência.

 

"Nós fazer uma cópia do processo e encaminhar à Delegacia de Apuração de Ato Infracional (Depai) de Aparecida de Goiânia, que será responsável por investigar o caso", explicou.

 

Weverson está detido no 1º DP de Aparecida de Goiânia. Já Dejane está detida no 14º DP da capital. Segundo o delegado, ela afirmou que está sendo ameaçada pelas outras presas devido a ter elo com a morte de uma grávida.

 

O casal deve ser indiciado por homicídio qualificado, aborto, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Se condenados, podem pegar entre 17 a 47 anos de prisão.

 

Imagens